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Brasil discute retomada da exportação de carnes para África

14/09/2008


A visita foi agendada durante reunião do secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Inácio Kroetz, com a ministra de Agricultura da África do Sul, Lulama Xingwana. O secretário está na Cidade do Cabo, capital sul-africana, representando o ministro Reinhold Stephanes no 17º Congresso Mundial da Carne, onde proferiu palestra sobre produção sustentável de carne no Brasil. Além das inspeções em plantas frigoríficas, os técnicos do país africano conhecerão as ações do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA). Segundo Kroetz, a missão visitará áreas livres de aftosa sem vacinação e com vacinação, para verificar a movimentação de animais entre estados e o controle de risco da doença em regiões de fronteira. Histórico - Desde 2005, o Brasil não exporta carnes bovina e suína para a África do Sul. A agenda atual é seqüência de entendimentos entre os dois países nas duas últimas sessões anuais da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), em Paris, e por meio de relatórios. Em 2005, antes da suspensão, a África do Sul recebeu 11, 2 mil toneladas de carne bovina e 18 mil toneladas de carne suína do Brasil. Congresso O crescimento da produção de carne deve ser baseado no aumento da eficiência produtiva e não na extensão da fronteira pecuária. A afirmação foi feita pelo secretário de Defesa Agropecuária, Inácio Kroetz, no primeiro dia de palestras do 17º Congresso Mundial da Carne (World Meat Congress), nesta terça-feira (09/09), na Cidade do Cabo, África do Sul. Kroetz, que está representando o ministro Reinhold Stephanes, falou sobre a produção sustentável de carnes no Brasil. O secretário participou do painel sobre as políticas que influenciarão a indústria global de carne, aberto pela comissária para Agricultura e Desenvolvimento Rural da União Européia, Mariann Fischer Boel. O comissário australiano para África, Philip Green, e o diretor-geral de Agricultura da África do Sul, Njabulo Ndul, também foram palestrantes do painel. O papel do Brasil na produção de carne no comércio mundial foi destacado pelo secretário. De acordo com Kroetz, o País detém 200 milhões de cabeças de bovinos, que correspondem a 15% do rebanho mundial. "Somos o segundo maior produtor e o maior exportador de carne bovina do mundo", disse. Qualidade da carne - O secretário ressaltou que o País é livre de várias doenças que ocorrem em outras regiões do mundo, como a encefalopatia espongiforme bovina (doença da vaca louca), a peste suína africana e a gripe aviária, o que contribui para a boa qualidade da carne brasileira. Kroetz falou também dos progressos significativos do Brasil, nos últimos anos, em ações sanitárias que visam a erradicação da febre aftosa, da peste suína clássica e da doença de Newcastle. O secretário destacou o fato de 16 estados brasileiros, mais o Distrito Federal e parte do território do Pará e do Amazonas, serem reconhecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como livres de febre aftosa. A área corresponde a 60% do território brasileiro e concentra 90% do rebanho bovino. Na região estão cerca de 22,5 milhões de suínos, o que representa 85% da suinocultura nacional. Segundo Kroetz, desde 1934, a legislação brasileira impõe regras para assegurar o bem-estar dos animais no transporte, no confinamento e no abate. "Uma pessoa que trata mal um animal pode ser multada e presa", explicou. O secretário lembrou ainda que a América do Sul é um dos continentes que mais fornecem produtos de origem animal e que deve ser vista pelo mundo como uma "reserva produtiva" de alimentos para a humanidade. Agricultura eficiente - Tecnologia, diversificação climática e espaço disponível foram características apontadas pelo secretário como fatores essenciais para o sucesso da agricultura brasileira. "Não existem subsídios para os produtores rurais brasileiros", ressaltou. Em relação ao etanol, Inácio Kroetz afirmou que a produção brasileira de combustível não concorre com a de alimentos. "O etanol é processado a partir da cana-de-açúcar e o Brasil não incentiva o uso de grãos para produção de biocombustíveis", enfatizou.

Fonte: www.agricultura.gov.br



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