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Confinamento cresce na Argentina

Com o avanço do cultivo de grãos, 60% da carne consumida internamente provém de gado terminado no cocho

20/06/2016


Um movimento comum no Brasil e que vem se consolidando na Argentina é o avanço da agricultura sobre áreas antes ocupadas pela pecuária. Mas se aqui a maior parte do rebanho ainda é terminado a pasto, no país vizinho o reflexo desse processo tem sido a ampliação do confinamento.

“O que vemos hoje na Argentina é a pecuária se deslocando para zonas marginais em termos de qualidade do solo e condições do clima, e as terras férteis sendo destinadas a produzir grãos e cereais. Isso contribuiu para o crescimento do confinamento”, disse Antonio Lopez da Silva, diretor da Câmara Argentina de Feedlot, durante a Beef Expo. Segundo ele, o sistema encontrou equilíbrio com a atividade de cria sendo direcionada para áreas ‘menos nobres’ e carne de qualidade sendo produzida no confinamento a partir da produção de grãos. “Hoje, 60% do que consumimos internamente é produzido no confinamento”, completa. A média de consumo de carne pelos argentinos é 60 kg/habitante/ ano.

Ainda segundo Lopez, 94% de toda a produção de carne bovina argentina abastece o mercado interno, e o restante é exportado. Com a retirada dos impostos para o comércio internacional, a expectativa é gerar maior volume excedente. “Faz apenas seis meses que Macri está à frente da presidência, mas ele já tomou medidas a favor do setor. O que nós precisamos agora é produzir cada vez mais”.

Até 2017, Lopez afirma que se espera aumentar em 30% a área semeada com grãos e cereais no país. Desde que Mauricio Macri assumiu o governo, milho, trigo e girassol deixaram de ser taxados e o percentual cobrado sobre a venda de soja caiu de 35% para 30%.

O rebanho bovino argentino tem 50 milhões de cabeças. Em 2015, a indústria frigorífica do país processou 2,72 milhões de toneladas de carne com osso.

Fonte: Portal DBO



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