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Ração na recria? Na primeira fase, compensa

25/06/2012


Por considerar que a terminação de bovinos a pasto, ainda que com suplementação em semiconfinamento na seca, é o sistema de melhor equação econômica para a região sudeste do Mato Grosso, o pecuarista Antonio Carlos Rezende decidiu investir num programa nutricional base de sal proteinado e ração balanceada, desenvolvido especificamente para a fase de recria. Em abril deste ano, a finalização dos resultados, computados a partir de pesagens mensais, revelou que os bezerros suplementados com ração na primeira fase apresentaram diferença de peso final de 64,5 kg sobre aqueles que receberam apenas sal mineral. Em outras palavras, com esse sistema é possível antecipar o abate dos animais em igual período. Financeiramente, também, houve um ganho expressivo, com resultados surpreendentes já na primeira fase: diferença de 59,3 kg por animal arraçoado frente aos suplementados apenas com sal mineral, o que equivale a uma receita de R$ 187,00 (1,97@, considerando um rendimento de carcaça de 50%, x R$ 95 a arroba do bezerro, com ágio de 15% sobre a do boi), contra um custo de R$ 99,60 por cabeça (2 kg ração/dia x 120 dias x R$ 0,415/kg). Ao término da recria, 22 meses depois da desmama, a diferença de R$ 64,5 kg em favor dos animais arraçoados na primeira fase representou uma receita extra de R$ 204,00 por animal (2,15@ x R$ 95,00), para um custo de R$ 121,00 (R$ 99,60 da primeira fase corrigidos a 22%, correspondentes imobilização de capital em ração). Ou seja, para cada real investido no custo da suplementação houve um retorno de R$ 1,74. "Sabíamos que o melhor momento para interferir na metodologia tradicional era na desmama. Até porque a melhor relação de custo apontava para a recria e engorda a pasto, com a adoção do sistema de semiconfinamento. Com os dados de que dispúnhamos até então e com a ajuda da assessoria técnica, tomamos a decisão de investir na primeira fase do processo", diz Rezende. O sistema é o mais tradicional possível, mas apresenta vantagens nos resultados e no baixo custo de operação, em razão da logística mais eficiente e racional. Paulo Mello

Fonte: Revista DBO



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